Em uma reunião o chefe Desejo cansado de dar ondem e explorar do ego, da vaidade, do orgulho, da ambição, mandou que todos fossem para seus aposentos pois o expediente estava encerrado.
A Vaidade sem saber,desnorteada, nua e crua dos afazeres de satisfação e recompensa se enterrou no solo seco desprovido de provas vivas, manifestações revolucionárias.
O Orgulho, se despediu e ao encontrar-se consigo mesmo despiu-se do que mostrar.
A Ambição teimosa ficou ainda vagando e pensando sobre as soluções que poderia levar ao chefe, mas em meio ao silêncio misterioso da ordem esplendorosa -mal sabia ainda que assim era- se contorceu como acrobata.
Um dia o coração olhou todo transtorno mundano, observou arritmia mundana sobrepondo e criando um universo paralelo, se perguntando o que fazer neste ciclo acelerado que desgoverna todos os outros corações.
Foi de coração em coração para perguntar quem era o chefe deles. Todos exitavam mas respondiam DESEJO.
Todos de férias de si mesmo!
Todos submissos e subestimados ao chefe, obedecendo sem questionar, operando como máquinas desenfreadas a produzir personagens de uma vida fantasma, de um mundo inexistente.
Criaram, e o real ficou dentro de cada coração.
Em DPM - destruição pós militarismo - vivem em fantasias mundanas, é a era.
Os corações estão de férias - mal remuneradas. E o meu está incitando humildemente que talvez pensem nisso, enquanto tento dissipar o dilema da autonomia versus sociedade/sistema.
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