Quando estou aqui meu corpo permanece nas alturas. O que precede a carne são os sentidos e as ideias em formas. O que mantem de corpo presente são as alusões dos movimentos corpóreos. Enquanto que se falasse de alma, ela se encontra em um lugarzinho no qual não identificam o paradeiro dela. Se é no coração que absorve a sensibilidade da emoção da coisa em si, ou na parte abstrata da ciência inalcançável às teorias de evolução - mas que cara fora do comum esse tal de Freud e que sensacional esse tal de Darwin.
Quando estou aqui a dialética de Sócrates me interpele a um raciocínio mais que platônico, mais que filosófico, porque nos sentidos das coisas, a busca de definições fogem do meu desejo, desejo este de abandonar as velhas peles, velhas falas, o antigo à moda nova.
Quando te olho nos olhos quem olha não sou eu nem o sentido da visão, olho com o afago de sentir-me em ti, é como se entrasse dentro de suas retinas e reter você em mim, ao mesmo tempo que deixasse eu em você.Quando falo as palavras impensadas, jorradas do chafariz de fontes antes não nascentes, e o modo o qual me comporto vêm de poemas vindouros de uma moda nova à proclamar o que de novo se vive.
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