eis que me pergunto quem lê meus casos mal contados, minhas histórias bem vividas ...
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Sacola porta- treco versando sacola porta-ideia
Ela era uma menina diferente, quem olhava pensava: a pequenina esta prestando atenção na conversa dos outros. Mal sabiam que aquela criança estava num horizonte onde nem se quer ouvia as palavras da conversa das pessoas dali Os ouvidos nos momentos como aqueles, pareciam sincronizar acordes de um universo paralelo enquanto a sensação era de entrar na carne alheia.
De fato desde pequena, o que queria era descobrir mistérios de cérebros alheios. Talvez pelo comum e também incomum, dito cujo, contradições pessoais, complexidades e inconstâncias dentro das semelhanças e diferenças dos semelhantes.
Cresce guria, guriazinha cresce, foi crescendo e brincando ...
Levava consigo uma sacola que onde quer que passasse pegava coisas sem sentido enfiando na sacola tipo porta-treco.
Ela, a guria, não entendia o sentido daquelas coisas na sacola, eram literalmente trecos de uma realidade desconhecida, por isso, pegava abstrações de modo a conhece-las.
Se assim fosse, então pegaríamos todos os trecos do mundo, fazíamos um porta-treco separava treco por lixo e fazíamos triagem. Uma forma bem prática de purificar as purezas dos impuros.
Mas a vida, o mundo, as pessoas ... não são de fato assim! E não tardou praquela menina-moça estalar o pensamento pra verdade: mais que olhares, teve visão na mente: auto-observação e autopercepção.
Tratou de jogar fora sua sacola com trecos inúteis e que só fizeram dela descobridora curiosa de outras gerações ainda não pertencentes a dela. Pois de geração em geração segue um ciclo, um fluxo, uma evolução.
A partir disto jogou-se no mundo, teve contato direto com fases da lua, nascer e pôr do sol, chuvas e brisas, tempestades. arco-iris. Sentou na grama do jardim com o vento tocando sua pele enquanto lia um livro.
Não mais sacola porta-treco e sim uma bolsa porta ideias, porta livros,porta mensagens, porta palavras. Diante daquela cena do inicio da sua infância: sempre quis descobrir ideias que os outros são capazes de produzir. Isso ela encontra no mundo da leitura, lá têm pensamentos de ideias já pensadas das outras pessoas, já produzidas por outros e/ou os mesmos.
Pucha-pucha, pisca-pisca, rabisca, pensa, escreve agora com as próprias talvez vindas de outrem.
Quem sabe, quem vai saber ...
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário